terça-feira, 29 de abril de 2008

Meu País

Fico pensando as vezes como alguns brasileiros se permitem não amar nossa terra, nosso lar. As situações nos pregam peças inimagináveis, e viajamos no pensamento sobre disparidades correlacionadas e idéias vagas e inócuas com relação as coisas postas e oportunidades únicas que vivemos e não sentimos, não damos valor, pois estão à nossa porta a todo instante, a nossa mesa, fazem parte do nosso cotidiano. Tenho sempre a oportunidade de conversar com um Francês, Stephan Bartinelli, acho que é assim que se escreve seu nome, e sempre me surpreendo com as coisas que Ele conta da sua terra natal, principalmente quando passa a comparação com as coisas que temos aqui. Como se pode achar maravilhoso um País onde tudo se vende aos pedaços, onde um banho não passa nunca dos três minutos, onde a população esta morrendo de câncer?...e olha que é proibido falar nesse ultimo item.
Segundo o mesmo, na França não se conhece uma mortadela inteira, não se compra uma melancia, não compram verduras como compramos. Os supermercados são diferentes dos que estamos acostumados, e tudo é vendido aos pedaços. Outra coisa é a falta de variedade, a maioria do que temos lá não existe, e o que Eles tem, são poucas as variedades. E não se tem a oportunidade de diversificação, e isso não acontece só com os gêneros alimentícios, exemplo?
A água. Lá não existe banho como tomamos, entra-se no chuveiro e abri-se a torneira um minuto para se molhar, e fecha-se. Toda a higiene é feita com a água desligada, liga-se cerca de dois minutos apenas para se enxaguar. –“ Sabe esse negocio de você ver crianças tomando banho em hidrantes estourados?...é mentira, pois a água dos hidrantes já é reaproveitada três vezes, e não tem como se tomar banho com ela”. Não se lava janelas, carros, casa, a roupa tem a água certa para lavar e a ultima água tem que ser quente para poder desinfetar. A pia da cozinha tem divisões e somente na ultima se usa água para enxágüe. “Eu só conheci um queijo inteiro aqui no Brasil”. “Quando vou ao supermercado, fico louco com a quantidade de folhas que vocês tem a disposição, com a quantidade de verduras e carnes, cereais, peixes, mas gosto mesmo é de feijão com arroz e bife ou ovo”. “ Na minha terra água de beber e cozinhar só de garrafa”.
Discutíamos isso no MSN, mas o que mais me chamou a atenção foi quando falamos sobre a doença que assola a Europa nos nossos dias. Um dia desses assistindo ao programa da Ana Maria Braga, vi e ouvi a declaração de uma diarista brasileira que trabalha na França seis meses por ano, e a mesma declarou que das 90 casas que prestara serviço, em quase todas tinha um cancerígeno de alguma espécie, e isso confirmei com Stephan, o que realmente se declara é que a Europa está morrendo de câncer.
Meu País não é assim, e isso Stephan faz questão de me mostrar. O meu País é vasto, rico, fraterno e esnobe. Aqui tudo funciona na base do oito ou oitenta. Ficamos reféns do gás Boliviano até a hora que nosso pequeno vizinho passou a nos afrontar, sem entender que passar a exploração do seu gás, foi uma forma de ajudar ao desenvolvimento do seu País. Agora vem nosso sócio em Itaipú querendo levar vantagem também com relação à distribuição e venda da energia produzida, sem entender que nosso País é auto suficiente em energia elétrica, e que mesmo correndo o risco de apagões, podemos construir várias outras hidrelétricas num curto espaço de tempo. Nesse momento, técnicos, cientistas, sociólogos, economistas, etc., estão a bombardear a idéia do nosso governo de divulgação do combustível derivado do vegetal, tentando associar a sua produção a fome mundial. Tentam desacreditar meu País no mercado internacional. Não entendem que usamos apenas 4% da terra produtiva para produção da cana de açúcar, e outros 17% para produção dos demais produtos agrícolas. Se contradizem...sempre falaram na possibilidade de uso de outro combustível, como forma de diminuição de emissão de poluentes, e esquecem que nosso álcool polui apenas 10% do que polui os derivados do petróleo. O meu País é o maior produtor de frango, carne bovina, suína, soja, açúcar, álcool combustível, cachaça, cerveja, minerais brutos e preciosos, armas leves, tanques de guerra, farinha de mandioca, rapadura, melaço, etc....Tem as mais lindas e quentes praias do mundo, as mais lindas mulheres, exporta cientistas e tecnologias, tem o controle atômico, produz urânio, e é dono de 70% da água potável do mundo.
Sinto orgulho em fazer parte de um País agrícola, que sabemos que dentro de pouco tempo será o maior abastecedor de alimentos do mundo, que está agora se tornando o maior detentor de energia renovável do mundo. Os olhos dos outros continentes já voltados as nossas riquezas, quer agrícolas, quer minerais (reservas), estão agora preocupados com um gigante que desponta no horizonte com possibilidade real de mudar a forma de abastecimento em se tratando de combustíveis, e isso os está deixando preocupados, pois por vezes tentaram, mas nunca conseguiram com tamanho sucesso o que nosso País, desacreditado pelos próprios brasileiros, conseguiu.
Acho que está na hora do nosso País passar a socializar internamente a possibilidade de crescimento, e passar a investir mais no social, propiciando melhorias reais ao seu povo, e não aumentando em míseros R$40,00 (quarenta reais) o salário mínimo, e deixar que um quilo de feijão passe de R$1,10 (hum real e dez centavos) para R$4,00 (quatro reais), produtos que fazem parte da cesta básica chegaram a triplicar de preço, houveram aumentos desordenados nos remédios, vestiário, bens de serviços... e isso é que não entendo. Stephan acha nosso País maravilhoso, que vivemos não como seus patrícios nos chamam, “porcos sem educação”, e sim que vivemos acompanhados da fartura, temos tudo em sobra e não nos preocupamos com as coisas porque elas não nos faltam. Segundo ele aqui não existe fome nem miséria de verdade, existem miseráveis, ou seja, pessoas improdutivas postas pelo social, pelo descaso, pela falta de oportunidade. Uma vez discutimos porque ele não entendeu como vivemos em minha casa com R$1.500,00 ( hum mil e quinhentos reais), que é o que conseguimos como renda familiar, para Ele isso é impossível, isso nunca poderia acontecer na Europa. Vivemos com pouco sim, mas comemos carne, frutas e verduras todos os dias, e ainda sobra o da cachaça de fim de semana, o que chateia é a falta de perspectiva, e é aí que entra a UNEB, com a possibilidade palpável e visionaria de projeção futura, duma melhoria, e não pensem que vou mudar meu padrão de vida, pretendo sim, pescar mais, viajar mais, aproveitar mais tudo de bom que mau País tem a me oferecer.
Soares.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Choque de Gerações

Choque de gerações.
É conflitante o encontro de pessoas de outras gerações, quando se busca um objetivo comum. Convenhamos que as idéias e anseios são demasiadamente diferentes, e a maneira como se digerem a oportunidade de conhecer, coloca frente a frente várias formas de absorção do que é transmitido, e ainda maiores são as divergências quanto ao entendimento e desenvolvimento de pensamento. Hoje aos 47 anos, freqüento uma sala de aula onde 95% são jovens entre 18 e 25 anos. Aos jovens, percebe-se a paciência e plano delineado de conseguir o tão sonhado diploma universitário, entretanto, os mais maduros, vêem a oportunidade de navegar por caminhos desconhecidos. A fome do saber, torna-me "um chato". Não tive a oportunidade de estudar quando jovem, então, não permito que oportunidades sejam desperdiçadas e pergunto demais ao professor. Quando estou só, pesquiso e leio muito o assunto que fora posto em pauta na aula, e posteriormente, quero sanar dúvidas. Acho que a matéria vai além do esperado. Sinto que estou acometendo ou fomentando a exclusão, causando assim uma grande dificuldade de sociabilidade.
Acham-me jurássico. As vezes sou mal interpretado na forma de falar ou condusir um debate. Será que as desigualdades são absurdas ao ponto de tornar-me ignorante?. Tenho pensado em como poderia modificar minhas atitudes afim de proporcionar a reconciliação. Sentir-se jovem, não quer diser ser aceito. A maneira como expresso meus pensamentos, as vezes ferem a individualidade dos jovens, mas não é proposital, é realmente a forma como vi e viajei dentro da interpretação do tema proposto ou da pesquisa. Outras, não entendo a forma como "eles" ( os jovens ) compreendem um estudo. Ponho-me a pensar como eram mais rígidas as normas e formas de pensamento na minha juventude. Quando discutimos questões relacionadas à moralidade do cidadão, percebo quanto se perdeu ao longo do tempo os valores sociais e a excelência quanto ao comportamento. Fico feliz em perceber que não se repassa mais conhecimento e sim atiça-se a curiosidade estimulando a pesquisa e pensamento individual. É bonito o esforço dos professores em formar o homem consciente, pensante e reflexivo, espero que ao menos alguns dos jovens colegas sejam despertados com interesse pelo social, pelo jovem, pela sociedade, pela educação, que conseguiram despertar no meu intimo.
Existe muita demagogia em sala, e fica evidente a tentativa de manipulação imposta por alguns individo-os. Os jovens se deixam levar, eles não percebem a manobra. Fico analisando e pensando no meu povo quanto massa. Proporcionalmente, vejo o que acontece com meu País, e não sinto mudança a curto prazo. O jovem entende e vê a mensagem de um texto, mas não tem coragem de implementação. A pouco, tivemos a luta pelas diretas, e a deposição de Collor, com uma representatividade ferrenha dos jovens em todos os Estados da Federação e instituições a que tiveram acesso, um exemplo de força e poder. Hoje, o nosso País mergulhou na lama da corrupção e vergonha de forma irremediável, incorrigível...não vejo a força dos jovens, não se escuta o eco dos ideais, acovardaram-se. Sinto a presença desse medo da fala e do grito no meu País, sinto isso nos meus amigos de sala. Fala-se muito em filosofia, mas não se fala em filosofia política, em moralidade. Acho que esta imbuído na consciência do jovem brasileiro, a tristeza, a vergonha, a covardia e falta de iniciativa.
Hoje pensei em escrever sobre um problema de sociabilidade... falei de política.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Intencionalidade

Ao observar colocação dos jovens em relação as atitudes dos mesmos dentro do âmbito acadêmico, decorrente da colocação dos mesmos devido às oportunidades que lhes são oferecidadas dentro da univérsidade ou fora dela, em decorrência da sua formação quanto aluno, percebemos que na maioria das vezes, não encontramos o sujeito desenvolvendo atividades ou direcionando sua formação, dentro de linhas de desenvolvimento que combinem com suas aptidões.
Ocorre que vemos alunos dos semestres mais adiantados, que procuram passar a ideia de serem seguidores de determinadas correntes, mas nas suas atitudes, usam as idéias e usufruem das oportunidades decorrentes dos frutos colhidos em função daquilo que fazem-se parecer, e não entendo como os provedores dessas oportunidades não percebem o engodo, em produzirem direcionamentos e atitudes que sempre propiciem o desenvolvimento e o bem próprio. Vejamos então:...Existe uma corrente maxista, evidenciada, forte, e que está envolvida na maioria dos acontecimentos, eventos, estudos, etc., que ocorrem no nosso meio (citando a UNEB-Irecê), mas que na verdade, são jovens que não desenvolvem ou poem em prática o que prega o maxismo em relação ao social, e sim, apropiam-se das oportunidades em usufruto pessoal. Já em algumas ocasiões tive a oportunidade de presenciar ou mesmo descutir com esse jovens, atitudes dos mesmos que não são condecendentes nem mesmo com os principios normais da moralidade, e comparei a forma de condução e direcionamento, bem como a maneira como tentam iludir os demais, quando tentam fazerem-se passar por bem intencionados, aos nossos políticos de esquerda, que em nada diferem dos demais políticos, e que sempre são pegos com a mão na butija. Ou então, devo eu estar enganado na minha interpretação, e essa maneira vil e futil, é a verdadeira aptidão desses jovens. Percebe-se uma conduta nada normal na forma como são conduzidas e destribuidas essas manifestações correligionárias, onde tenta-se demostrar aos colegas, a força e forma como são entranhados e conhecedores dos ideais, da formação, da sua colocação quanto maxistas que são, abocanhadores e intrincheiradores das oportunidades. Tentam, dentro da "inocência" por acharem-se capazes de iludirem aos colegas, se passar por formadores de corrente ideologica, e em nome dessa ideologia, esquecem dos preceitos de moral excelente às boas maneiras.
O que então têm esses jovens a oferecer quanto educadores. A minha universidade está posta à formação de educadores dentro do meu social. Essa forma de condução evidenciada ja dentro da escola, é a velha forma de alienação, onde alguns acham-se mais espertos que os demais. Existem os bons professores...Existem os professores exemplos. Existem aqueles que conseguem passar ainda, ao discente, uma forma de educar com amor e gosto pelo que fazem. Quando temos a oportunidade de encontrar em sala um desses educadores, torna-se mais fácil a produção intelectual, a interpretação e a leitura flui com naturalidade, e mesmo quando o texto não é atraente, passa-se a amar estudar. Bem...não devo aqui achar que não há espaço para determinado tipo de formação. Tem-se mesmo que formar todos os tipos de profissionais, para que existam pontos de exeemplificação daquilo que não se deve seguir quanto educadores. Ainda não pensei dentro da Pedagogia, o que realmente pretendo fazer para ganhar dinheiro, assim como vejo meus colegas maxistas, que sempre estão correndo atrás do capital. Amo pedagogia, por perceber que educação é a única forma de propiciar mudanças sociais no meu País. Ultimamente, tenho olhado com carinho a inserção das novas tecnologias no âmbito educacional, por entender que isso propicia ao jovem acesso irrestrito à informação. O jovem hoje tem um poder de receptividade incrivel, e sem descreditar o ensino tradicional, não há como o simples ato de ler, acompanhar a velocidade do pensamento, e ao meu ver, dentro de pouco tempo, aprender-se-a tão veloz quanto se pensa. Já há educadores mais radicais que não vêm a utilidade de tantas leituras e entendimentos, onde discordo, pois não vêm relacionalidade com o cotidiano na atual conjuntura social.
Ficaria mais feliz, se percebesse os jovens procurando desenvolver seu potencial aptidacional, pois assim , acho que, poderiam no futuro, quanto educadores ou pesquisadores produzir conhecimentos uteis, e essa produção, por se tornarem bons, propicie se colher bons frutos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O que tem o jovem de tão Importante...

Na academia presenciamos constantemente o dilema do jovem em relação ao direcionamento do seu estudo, principalmente quando está inserido dentro de matérias relacionadas à educação. Sentimos que os professores, dentro das suas respectivas correntes de raciocínio e métodos educacionais, procuram aliciar para suas aréas de pesquisa, aqueles que segundo suas observações, se identificam com sua linha de estudo pedagógico. O que Eles não entendem, é que, nem sempre suas observações estão compatíveis com as expectativas do jovem estudante, e que a partir do momento do primeiro contado, as vezes, passam a colocar em cheque as ideias e o pensamento produtivo do jovem estudante, pois esse passa a duvidar daquilo que sua mente produz quanto jovem académico (levando-se em consideração que, a partir do momento do ingresso na academia o jovem é um académico). A insegurança causada pela mudança de pensamento ocorrida no decorrer dos semestres, a incerteza e quebra de dogmas que se trás desde a juventude, devido a formação diferenciada do que se encontra dentro das universidades, ( digo isso por sentir na pele essa desdogmatização, quando mantive contato com Gadotti, Arruda, Paulo freire, Etc.), evidencia esses dilemas, e as vezes os jovens passam a viver em decorrência dessas correntes que se entranham em seus ideais de formação e produtividade, passando a esquecer-se do que é realmente importante, que é a produção individual, a produção do estudante, a floração e desabrochar de novos e diferentes pensamentos, que mostrem novos caminhos e novas possibilidades.
As vezes na sala de aula, fico a observar o desenrolar de discussões a respeito de temas polémicos relacionados à educação, e sinto que alguns jovens,se prendem a ideias que não são suas, ideias que as vezes, a poucos dias ou mesmo na ultima aula da matéria em discussão, foram implantadas ou ditas pelo professor, ou mesmo fora sugerida uma leitura, e o jovem passa a defender a ideia como se fosse sua, e passa a abertamente defender e sugerir linha de pensamentos e direcionamentos educacionais ou de formação de educadores já pré discutidas, e deixam de lado a linha de reflexão pessoal. O que acontece é que não sentimos dentro da discussão a presença da ideia pessoal do jovem, e mesmo os mais velhos, que já tem opinião mais firme, se sentem coagidos e podados em relação a produção do pensamento pedagógico, o pensamento produtivo, o pensamento que realmente interessa do ponto de vista educacional.
Não estou opinando ou discutindo o certo ou errado do que acontece em sala de aula, ou na formação do pensamento pedagógico do jovem estudante. Estou postando uma opinião dentro daquilo que vejo acontecer, segundo minhas observações. Outro dia, em um seminário que acontecia em nossa cidade relacionado às novas tecnologias dentro do âmbito educacional, quando dirigi a pergunta ao palestrante, Professor Marco Silva http://videolog.uol.com.br/marcoparangole, sobre o porque do não aproveitamento dos jogo para computador, educacionais, como Age Impires, Civilization, Joana D'Arque, etc., entre outros, para se evitar a evasão escolar, percebi em relação ao auditório que, sem medo de errar, 100% dos presentes não sabiam do que estava sendo posto na discussão, e olha que se tratava de um seminário para professores e universitários. O que acontece é que, quando me desloco da minha residência ao prédio onde funciona a UNEB, vejo nas Lans que existem no trajeto, jovens uniformizados que deveriam estar em sala de aula, lotando estes estabelecimentos a procura do atual, a procura da net, a procura dos jogos, a procura da novidade e do que atrai, e que não é oferecida nas escolas da rede pública. O que tentei jogar na discussão, estava relacionado a possibilidade de se trazer à escola o que o jovem acha fora dela, dentro de limites educacionais cabíveis. O professor deveria se permitir mais e mais profundamente, conhecer e estender seus conhecimentos em relação às novas tecnologias dentro do âmbito educacional. Não tem como haver um retrocesso em relação às novas tecnologias. O futuro educacional está diretamente ligado ao desenvolvimento de métodos que integrem tecnologias novas e sala de aula. Fiquei faliz quando o professor Marco colocou que o ensino online tem características diferentes do ensino a distância, pois um chat com um numero de alunos correspondente a uma sala de aula, possibilita a discussão e desenvolvimento de temas, onde se propicia a produção do pensamento do aluno e professor gerando a intercambialidade e intercomunicabilidade.
Acho que num periódo curto de tempo, apesar da resistência, veremos uma mudança radical no método de ensino, e vejo isso com olhos esperançosos e certos que, com o acesso a um maior numero de informação e a possibilidade de discussão, ao vivo, com pessoas de diferentes regiões, percebendo-se que isso realmente propicia diferentes maneiras de formação e entendimento, a absorção do jovem em referência a temas discutidos, a pesquisas, a estudos e leituras, vão leva-lo a um desabrochar intelectual, onde será valorizado a produção individual do aluno, pois, se não houver uma concientização do educador em relação às novas tecnologias dentro da educação, logo logo, Ele não mais acompanhará a velocidade com que o jovem irá absorver informações e digeri-las.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

opinião desinformada

...Hoje cheguei um pouco mais cedo para a aula, e escutei um papo de jovens colegas que me deixou intrigado. Estava mesmo pensando em escrever sobre o tema, e a coincidência foi crucial para minha decisão. Já venho pensando em abordar o problema das drogas nas escolas e entre adolescentes, e muitos estudantes da área da educação tem uma opinião errônea ou pelo menos desinformada sobre o tema. O colega dizia a outro que é a favor da legalidade da maconha, pois segundo o mesmo, acabariam assim os problemas de ordem social causados pela mesma, sendo a proibição a causa maior quanto a atrair a atenção dos jovens.
...Eu vivi experiências terríveis decorrentes do trafico e distribuição de drogas, decorrentes das causas, decorrente do que se torna o produto final, que é o fundo do poço no que diz respeito ao ser humano. Não é fácil de ver o individuo que foi um dia produtivo e inserido na sociedade, rastejando no deprimente mundo do crime, ou roubando a família, os amigos, gastando as economias ou mesmo o dinheiro do orçamento para sustentar o vício. Doía-me, quando ocorria de um pai, homem correto e integro, ter que dirigir-se ao distrito policial para reconhecer seu filho, que nem ao menos sabia identificar-se de tão “doido”, e deixava a vergonha e ressentimento, a tristeza, a melancolia...estampar-se na cara, evidenciar-se. Eu vivi coisas que vocês amigos, nunca viverão.
...Muitas bandeiras levantadas pelos jovens no nosso Pais, perderam força devido a deturpação causada pelo uso das drogas, o álcool e as atitudes, que não eram condizentes com o que pregavam. Ao longo da história do nosso Pais, muitas vezes vimos movimentos enfraquecidos, pois jovens e adultos que tinham os mesmos ideais, as mesmas aspirações... Indignavam-se com o rumo que quase sempre tomaram o curso dessas lutas, dando força ao oponente de recorrer a opressão, a ignorância, agindo cobertos pela “lei”, e olhem, a lei não está errada, a constituição brasileira é uma das mais completas e corretas do mundo; isso não é fala minha, e sim de homens dedicados às leis, estudiosos das leis. Perderam o respeito de muitos porque foram evasivos, deixaram que seus ideais se perdessem na “onda”, e enredaram por caminhos escusos, afinal, as drogas usadas naquela época não adivinham de crime? Existe ordem em detrimento de crime?
...Vejam bem: para se produzir maconha, se corrompem os roceiros, o homem do sertão miserável, que trabalha como escravo por míseros tostões, e vivem dentro do crime. Para se transportar maconha, se corrompem motoristas e afins, que ganham um pouco mais que míseros tostões, e vivem dentro do crime, matam, ferem, morrem. Para se comercializar a maconha, se corrompem pais de família, comerciantes, estudantes, professores, engenheiros, médicos, policiais, políticos, todos em busca de dinheiro fácil.
Para se usar maconha, se é aliciado, enrolado, torna-se viciado, mal visto, violento, doente, psicopata, bandido... o que mais posso dizer?... Bem, sei de uma coisa muito importante, você, você que usa, você que defende, você que não sabe de nada... você sustenta a mérda do trafico de entorpecentes no meu Pais, você é um assassino pois você sabe quais as conseqüências do teu ato. Se morressem todos os usuários, a quem seria vendida a droga? Que finalidade teria produzi-la?
...Olha meu amigo de sala...tenho certeza que você nunca viu a conseqüência ou o que se torna um viciado em maconha. Tem alguém alcoólatra em sua família?...Multiplique isso por cem e imagine um cidadão viciado. Afinal, você liberaria o uso da droga para seu pai? Sua Mãe? Seu irmão? Que tal seu namorado ou marido?...Não entendo como você libera para o jovem que vai a escola e é aliciado, pro desgraçado do viciado que na maioria das vezes é “filho de papai”, que alimenta a violência que se instaurou no Rio de Janeiro, acha que existiria tudo aquilo se fosse pra alimentar “pobres viciados”?...Claro que não, o dinheiro não seria suficiente, não seria um bom negócio. A liberação do álcool, que não é tão liberado assim, já causa prejuízos enormes ao Pais. Pense em quantos jovens estão em cadeiras de roda, inertes, aleijados, improdutivos, recebendo do estado, aposentados ou comendo a aposentadoria dos velhos da família, ou corroendo a estrutura do lar a que pertencem. O governo libera para atiçar a venda do álcool, pois quer os dividendos, reclama do consumo do álcool pois o custo social é elevadíssimo.
...Agora, apague a palavra álcool do ultimo parágrafo e escreva maconha, você que diz que é a favor da liberação, do uso indiscriminado da “erva”, você é capaz de imaginar a conseqüência no social?...No quadro do programa humorístico de sábado a noite, a mulher diz ao marido:”...a verdade é cascuda, chupa essa manga”... você entendeu? É capaz de entender?
...Assisti outro dia na tv o depoimento de Paulo Ricardo do RPM, onde ele declara sua libertação por ter-se livrado do vício. Veja: Muitos dos meus ídolos da musica morreram de overdose, ou foram presos e desacreditados por serem traficantes ou usuários. Eu escuto a musica más prefiro não ter essas pessoas como bons exemplos. Exemplo de que? Se a “erva ou o pó” fossem liberados eles seriam menos drogados ou o índice de drogados seria maior?...Eu assisti ao filme “Tropa de Elite”, sei que vou bater de frente com muita gente agora, más muito do que se vê lá é mentira. Eu não sou mais policial, más recebi não só uma vez, o treinamento e nunca apanhei na cara nem levei cusparada, más fui treinado para ser homem, duro e fiel as minhas convicções. Talvez se não existissem consumidores nesse comercio ilícito, ilegal, destrutivo, cancerígeno; eu nem tivesse existido quanto Policial Militar do Estado de São Paulo, foi um período da minha vida onde aprendi a aceitar como normais coisas que vão contra o social. Você viu imagens de jovens fumando maconha na campanha das diretas já? Do processo de cassação de Collor? Nas passeatas dos professores quando em grave?...Droga vai contra a vida, e vida é tudo. Essa é minha opinião, gostaria muito de entender a sua, uma pessoa bonita, jovem, capaz...você faz parte daqueles onze %, lembra?... Eu sinto orgulho de estar aqui, e pretendo aproveitar ao extremo, estou até tentando escrever minhas idéias...Um abraço amigo.